Judiciário cria grupo para incentivar adoção no estado de Alagoas

O Grupo de Apoio à Adoção de Alagoas realizou a primeira reunião na quarta-feira (3/8), no Tribunal de Justiça (TJAL). Criado pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ/AL), por meio da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ) e da 28° Vara da Infância e Juventude, o grupo busca incentivar a adoção no estado. O próximo encontro será em 14 de setembro.

Segundo o juiz Carlos Cavalcanti, que preside a Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai) e é membro da CEIJ, a proposta para a criação do grupo surgiu durante o 6º Encontro Estadual de Adoção, realizado em maio.

“A temática da infância e juventude é uma das prioridades do Poder Judiciário de Alagoas, que vem fomentando ações para acelerar os processos de adoção de crianças que estão institucionalizadas. Realizamos três reuniões preliminares para poder consolidar o grupo, que visa à troca de experiências e o incentivo à adoção legal”, destacou o magistrado.

Na ocasião, a vice-presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Silvana Moreira, apresentou as ações realizadas pelo grupo do Rio de Janeiro. Entre as medidas aplicadas, estão visitas a entidades de acolhimento e atividades que visam desconstruir a cultura da adoção, ampliando a possibilidade de crianças e adolescentes fora do perfil idealizado ganharem um lar.

“Buscamos dar apoio e conscientizar as pessoas que querem adotar. É preciso saber que a criança idealizada é diferente da criança real. A adoção não visa a reproduzir a genética dos adotantes e, sim, o DNA da alma. Nós viramos uma grande família”, afirmou Silvana Moreira.

Segundo a vice-presidente da Angaad, já existem 120 grupos de apoio à adoção no país, que se reúnem uma vez por ano durante o Encontro Nacional de Apoio à Adoção (Enapa), reunindo membros do Poder Judiciário, Conselhos Tutelares e Varas da Infância para debater o tema.

Ênio Ricardo, que recentemente se tornou pai adotivo, é um dos participantes do grupo em Alagoas que, segundo ele, vai ajudar no compartilhamento de experiências sobre a adoção. “Essa troca de informações é muito importante, porque surgem dúvidas até para quem já adotou”, explicou.

CNJ