Mediação no TJMT resolve conflito familiar

A mediação foi o caminho encontrado por pais que estavam em conflito judicial, inclusive com um agravo protocolado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso pela guarda e pensão da filha de um ano e oito meses. A mediação feita pela Central de Conciliação e Mediação de 2º Grau garantiu que os dois entrassem em acordo e garantissem mais harmonia no relacionamento de pai e mãe divorciados.

O caso chegou à Justiça em setembro de 2015 em virtude da falta de consenso entre os pais em vários pontos, sobretudo no que tangia às visitas do pai concedidas pela mãe – detentora da guarda – e o valor da pensão.

Depois que o processo já havia chegado ao Tribunal de Justiça, a mãe recebeu a sugestão do advogado para procurar a mediação como alternativa para resolver o problema com o pai da criança. Em menos de dois meses, o acordo estava firmado.

“A mediação durou pouco tempo. Foi bem tranquilo e resultou em uma conciliação prazerosa. Eles nos convencem a ver o lado da criança, mexe com o sentimento e o psicológico”, afirma a mãe.

Antes da mediação, os pais passaram por audiências que deixaram marcas muito ruins entre eles. Segundo relatam ambos, a impressão era de que a audiência era um momento de briga e guerra, que refletia nos dias subsequentes.

“A conciliação é uma coisa bacana que evita o constrangimento da audiência. A conciliação é menos traumática. Depois da audiência fica aquela mágoa, um joga na cara do outro, era constrangedor”, considera o pai.

Após três encontros na Central de Conciliação e Mediação de 2º Grau, os mediadores conseguiram demonstrar os gastos que a criança tinha que justificavam o valor da pensão cobrado pela mãe e também mostraram a ela os malefícios de proibir as visitas do pai.

Outro ponto importante na mediação de 2º Grau foi a Oficina de Pais e Filhos, que aborda vários temas pertinentes à convivência harmoniosa entre pais divorciados, sobretudo a alienação parental.

“Fizemos a palestra e foi muito bom. Quando eles falaram sobre alienação parental me doeu muito e eu consegui ver que minha cabeça estava fechada”, admite a mãe.

De acordo com o mediador judicial Ubiracy Nogueira Felix, esse foi mais um caso exitoso da mediação, demonstrando que ela é possível até em casos que já estão na 2ª instância. “A Justiça ofereceu um método adequado de solução de conflito, auxiliado pelo mediador com a participação positiva do advogado. Nós trabalhamos os aspectos sociológicos e não jurídicos, trabalhando o vínculo entre as pessoas”.